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Metodologia

De onde vêm os números e como são calculados

Cada gráfico do site traz a fonte, o mês de referência, o arquivo CSV e uma nota sobre o cálculo. Esta página reúne o que precisa de mais explicação.

Resumo e eventos nos gráficos

Resumo do topo da página inicial

As três frases são montadas automaticamente a cada atualização, com os mesmos números do Banco Central usados no destaque: dívida bruta do governo geral em % do PIB (SGS 13762), juros nominais do setor público consolidado acumulados em 12 meses em reais (SGS 5045) e em % do PIB (SGS 5760). A variação é a diferença, em pontos percentuais do PIB, entre o último mês e o mesmo mês do ano anterior; abaixo de 0,05 ponto conta como estável.

Eventos marcados nos gráficos

Os gráficos marcam eventos econômicos e medidas fiscais pelo nome oficial, cada um com link para a fonte: a lei ou emenda no Planalto, a decisão do Copom na série da meta Selic (SGS 432) ou a datação de recessões do CODACE/FGV. Nenhum evento é identificado por governante ou partido. A marca indica quando o fato ocorreu; ela não afirma que o fato causou a variação mostrada no gráfico. As marcas podem ser ocultadas pelo botão de cada gráfico.

Escalas em coisas concretas

Cada comparação usa o mesmo ano, o mesmo ente e a mesma natureza de dado. Todas usam o último ano completo em que todas as fontes têm dado (hoje, 2025).

Por brasileiro e por domicílio
Dívida bruta do governo geral em dezembro (Banco Central, SGS 13761) e juros nominais do setor público no ano (SGS 5045), divididos pela população estimada pelo IBGE para o mesmo ano (SIDRA, tabela 6579) e pelo número de domicílios da PNAD Contínua anual (SIDRA, tabela 6820). É uma divisão aritmética: ninguém deve esse valor individualmente.
Parte da arrecadação
Juros e encargos da dívida divididos pelas receitas correntes da União, ambos do orçamento federal executado no mesmo ano (Relatório Resumido da Execução Orçamentária do 6º bimestre, consultado no SICONFI). Os juros são a despesa liquidada. Receitas de capital ficam de fora porque incluem a emissão de títulos: dívida nova não é arrecadação. Esse valor de juros difere do Banco Central, que mede os juros por competência e inclui estados, municípios e estatais; misturar as duas bases distorceria a conta.
Juros e as maiores áreas do orçamento
Juros e encargos liquidados ao lado das áreas (funções orçamentárias) com maior despesa liquidada no mesmo relatório. As áreas entram por tamanho, sem escolha editorial. A função Encargos Especiais fica de fora, porque é nela que estão os próprios juros, a amortização da dívida e as transferências a estados e municípios.
Dias de produção
Juros nominais do setor público no ano em % do PIB (SGS 5760) multiplicados por 365: quantos dias de tudo o que o país produz equivalem aos juros do ano.

Comparação com outros países

Fonte

Fundo Monetário Internacional (FMI), base do Fiscal Monitor, edição outubro de 2026, consultada pela API do DataMapper. Todos os países, inclusive o Brasil, usam a mesma fonte.

Por que o número do Brasil é diferente do destaque da página inicial

Para comparar países, usamos a metodologia do FMI. Metodologias diferentes não se comparam: cada país mede a própria dívida de um jeito, e o FMI recalcula todos pelo mesmo critério. No caso do Brasil, o FMI soma à dívida bruta os títulos do Tesouro que estão na carteira do Banco Central; o Banco Central não soma. Por isso a dívida do Brasil pelo FMI é mais alta que a do destaque da página inicial.

Indicadores

Quanto deve
Dívida bruta do governo geral em % do PIB (código G_XWDG_G01_GDP_PT). Governo geral inclui governo federal, estados e municípios.
Quanto paga de juros
Juros líquidos do governo geral em % do PIB: juros pagos menos juros recebidos. O FMI não publica esse número diretamente na API; ele sai da diferença entre dois resultados que o FMI publica:

juros líquidos = resultado primário − resultado nominal

O resultado nominal é o primário menos os juros, então a diferença entre os dois devolve os juros (códigos GGXONLB_G01_GDP_PT e GGXCNL_G01_GDP_PT). É o mesmo conceito dos juros nominais divulgados pelo Banco Central.
Média dos emergentes
Agregado calculado pelo próprio FMI para o grupo "Emerging Market and Middle-Income Economies", ponderado pelo tamanho de cada economia. O grupo tem cerca de 40 países, não só os mostrados na régua.

Ano de referência

Usamos o último ano realizado, nunca projeções. O FMI publica edições em abril e em outubro; até abril, a edição em vigor ainda é a de outubro, que trata o ano anterior como projeção, e o site recua mais um ano. Quando um país não tem dado no ano de referência, usamos o último ano disponível e marcamos com asterisco. Em alguns países o FMI ainda revisa o último ano realizado nas edições seguintes.

Países comparados

Emergentes de perfil parecido com o do Brasil: México, Chile, Colômbia, Argentina, Índia, África do Sul, Indonésia e Turquia. A posição na régua é só a ordem dos valores, do maior para o menor.